{"id":387,"date":"2013-09-20T15:45:02","date_gmt":"2013-09-20T18:45:02","guid":{"rendered":"https:\/\/zel.com.br\/fabricando\/?p=387"},"modified":"2013-09-20T16:02:48","modified_gmt":"2013-09-20T19:02:48","slug":"nem-principe-nem-plebeu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/zel.com.br\/fabricando\/2013\/09\/nem-principe-nem-plebeu.html","title":{"rendered":"nem pr\u00edncipe nem plebeu"},"content":{"rendered":"<p>desde que o otto come\u00e7ou a falar, e se comunicar bem com a gente, procuramos sempre conversar, negociar, explicar tudo o que fazemos com e para ele, o tamb\u00e9m o que ele pode e n\u00e3o pode fazer. quando conversar n\u00e3o funciona, usamos o &#8220;castigo&#8221; &#8212; fazemos um &#8220;time out&#8221;, sentamos com ele no quarto dele num banquinho pra &#8220;pensar no que aconteceu&#8221; e falar sobre isso. ele n\u00e3o gosta (a menos que queira nos contrariar, a\u00ed ele QUER ir pensar), mas o resultado geralmente compensa, pois ele se acalma e falamos sobre o que n\u00e3o deu certo, n\u00e3o foi legal, etc. e ele geralmente sabe direitinho o porqu\u00ea do castigo ou da bronca.<\/p>\n<p>educar o otto tem me feito repensar uma s\u00e9rie de coisas no meu pr\u00f3prio comportamento, porque me peguei repetindo frases que minha m\u00e3e dizia quando eu era crian\u00e7a, e que eu odiava. percebi tamb\u00e9m que eu dizia pra ele coisas que detestaria que dissessem pra mim! resolvi ent\u00e3o fazer um exerc\u00edcio dif\u00edcil, mas importante: me colocar no lugar dele quanto ao que digo e exijo. a a\u00e7\u00e3o, a frase, as palavras, o tom, tudo.<\/p>\n<p>por exemplo: &#8220;otto, PARA de bater essa colher na mesa, AGORA!&#8221;<\/p>\n<p>(frase dita com os devidos grifos, depois de minutos de batuque incans\u00e1vel que estavam me causando uma enxaqueca)<\/p>\n<p>me imaginei na cozinha, batucando com meus talheres, alheia ao barulho (ou at\u00e9 curtindo, sei l\u00e1), e algu\u00e9m muito maior que eu, mais forte, do qual eu dependo e a quem eu amo, falando essa frase assim, do nada. em tom agressivo, e (pelo menos pra mim), sem nenhum motivo. eu tenho absoluta certeza que ia ficar com medo, ou com raiva, ou ambos.<\/p>\n<p>e ao me colocar no lugar dele, veio uma enorme pergunta que independe do medo, raiva, ou surpresa: <em>por que eu deveria parar?<\/em> s\u00f3 porque algu\u00e9m grande e bravo (e que eu amo, a prop\u00f3sito) pediu ou mandou?<\/p>\n<p>fiz tamb\u00e9m um outro exerc\u00edcio: se o otto n\u00e3o fosse meu filho, ou nem fosse uma crian\u00e7a. eu falaria do mesmo jeito, a mesma coisa? n\u00e3o, \u00e9 claro que n\u00e3o. ent\u00e3o por que com ele eu falo e fa\u00e7o assim?<\/p>\n<p>porque por tr\u00e1s da rela\u00e7\u00e3o adulto\/crian\u00e7a e filhos\/pais tem a sombra enorme da <strong>obedi\u00eancia<\/strong>. e obedi\u00eancia n\u00e3o \u00e9 respeito, a obedi\u00eancia \u00e9 baseada na hierarquia, no medo, ela \u00e9 burra. ela pressup\u00f5e uma rela\u00e7\u00e3o de poder, completamente desigual.<\/p>\n<p>eu ODEIO obedi\u00eancia. eu n\u00e3o acredito nela, nunca acreditei, eu C&amp;A* para hierarquias, e nomes, e t\u00edtulos. n\u00e3o faz sentido algum eu continuar baseando minha rela\u00e7\u00e3o com meu filho neste conceito est\u00fapido.<\/p>\n<p>conclu\u00ed: n\u00e3o quero que meu filho me obede\u00e7a. nunca. prefiro mil vezes que ele desobede\u00e7a, que questione, que seja um mala-sem-al\u00e7a, revoltado, chato de galocha. obedi\u00eancia \u00e9 uma coisa triste.<\/p>\n<p>e mais &#8212; tive que ter discuss\u00f5es importantes com o <a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/ferbalestra\" target=\"_blank\">Fer<\/a>, pai da crian\u00e7a e meu companheiro, a respeito disso. ainda n\u00e3o tenho certeza que ele entendeu meu ponto (tomara que esse texto ajude!), mas combinei com ele: jamais, nunca, dizer coisas como &#8220;voc\u00ea n\u00e3o OBEDECEU a mam\u00e3e, e por isso &lt;X&gt;&#8221; ou &#8220;voc\u00ea precisa obedecer a mam\u00e3e!&#8221;.<\/p>\n<p>**<\/p>\n<p>mas \u00e0s vezes a gente precisa que a crian\u00e7a obede\u00e7a, n\u00e3o? e a\u00ed?\u00a0olha, eu prefiro adotar o verbo COLABORAR, e vou explicar o porqu\u00ea, n\u00e3o \u00e9 neurolingu\u00edstica amadora.<\/p>\n<p>nossa fun\u00e7\u00e3o \u00e9 educar a crian\u00e7a, ensinar a ela as regras de conv\u00edvio, a empatia, etc. (com sorte, essa \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o de todos os adultos que cruzarem o caminho dela). a coisa mais b\u00e1sica (e dif\u00edcil, eu sei) que ele precisa aprender \u00e9 que existe um limite, f\u00edsico e social, entre ele e as outras pessoas todas. que se ele n\u00e3o olhar pra onde pisa, vai pisar no meu p\u00e9 e aprender empiricamente que dois corpos n\u00e3o ocupam o mesmo espa\u00e7o ao mesmo tempo; que quando ele grita, o som chega at\u00e9 meus ouvidos e me incomoda; que se ele deixar um brinquedo no ch\u00e3o, atrapalha a passagem das pessoas. enfim, voc\u00eas entenderam. e como fazer com que ele entenda isso, e aprenda a respeitar os limites alheios?<\/p>\n<p>com uma paci\u00eancia do tamanho do mundo, e parando pra questionar certas coisas, com franqueza.<\/p>\n<p>me perguntei: por que <strong>eu<\/strong> respeito os limites alheios?\u00a0por medo, covardia, porque n\u00e3o quero confrontar. porque n\u00e3o quero chatear a outra pessoa. por pregui\u00e7a de me impor. porque quero agradar.<\/p>\n<p>e como tomamos essa decis\u00e3o, de respeitar, ou de colaborar? como aprendemos isso? errando e acertando. o que significa, na pr\u00e1tica, que lidando com as consequ\u00eancias do que fazemos aos outros, aprendemos com o erro\/acerto, e lembramos do que queremos repetir ou evitar, criando um padr\u00e3o de comportamento.<\/p>\n<p><strong>consequ\u00eancia<\/strong> \u00e9 a palavra-chave. as crian\u00e7as aprendem a respeitar por medo, sim, aprendem que se forem obedientes, n\u00e3o ser\u00e3o punidas. mas eu n\u00e3o quero criar uma crian\u00e7a que me respeita por medo, poxa. eu quero que ele seja rebelde \ud83d\ude42 um rebelde respeitoso! e tenho certeza que isso \u00e9 poss\u00edvel, se eu conseguir mostrar claramente as consequ\u00eancias do que ele faz, e se eu mostrar pra ele que eu o respeito, e que quero o mesmo tratamento de volta. \u00e9 uma troca, e n\u00e3o uma obriga\u00e7\u00e3o. o respeito e a colabora\u00e7\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com o interesse m\u00fatuo e (com sorte), com amor.<\/p>\n<p>ent\u00e3o, ao inv\u00e9s de dar um grito de &#8220;n\u00e3o pisa no meu p\u00e9!&#8221; quando ele pisa, eu tenho explicar que eu tamb\u00e9m sinto dor (ser\u00e1 que ele sabe? sempre pressuponho que n\u00e3o. e ensino), que quando ele pisa no meu p\u00e9, d\u00f3i, e eu n\u00e3o gosto. ele puxou meu cabelo outro dia, e pedi que parasse, expliquei que do\u00eda, etc. ele continuou. eu tentei diferente &#8212; mostrei que n\u00f3s 2 temos cabelos. puxei o dele, de leve, mostrando que podia doer. avisei que para cada pux\u00e3o no meu cabelo, eu daria um igual no cabelo dele. e assim foi, at\u00e9 que doeu, ele chorou, <em>e parou de puxar meu cabelo<\/em>. e agora, quando ele puxa sem querer e eu aviso, ele para imediatamente.<\/p>\n<p>o exemplo do cabelo \u00e9 mais f\u00e1cil de demonstrar a\u00e7\u00e3o\/consequ\u00eancia. algumas coisas s\u00e3o mais dif\u00edceis, por exemplo: ele come\u00e7ou h\u00e1 alguns meses a ignorar perguntas. ele ouve, mas n\u00e3o responde. estamos ensinando que ele pode dizer que n\u00e3o quer conversar, \u00e9 direito dele, mas n\u00e3o pode n\u00e3o responder, simplesmente. por qu\u00ea? porque vivemos em grupo. \u00e9 uma regra razo\u00e1vel numa comunidade &#8212; voc\u00ea pode n\u00e3o querer conversar, mas n\u00e3o pode n\u00e3o responder \u00e0 pergunta &#8220;voc\u00ea vai querer jantar?&#8221; porque isso impacta a comunidade. usar a t\u00e1tica de fazer o mesmo com ele n\u00e3o funcionou muito bem por enquanto (ignorar perguntas e conversas), embora eu tenha tentado fazer isso \u00e0s vezes para que ele sinta qual \u00e9 o problema.<\/p>\n<p>procuro sempre mostrar pra ele que precisa parar de fazer certas coisas (espirrar \u00e1gua em mim no banho, por exemplo), porque eu n\u00e3o gosto, e n\u00e3o quero. tamb\u00e9m acho essencial ensinar pra ele que todos temos direito a n\u00e3o querer que invadam nosso espa\u00e7o f\u00edsico, que nos toquem, machuquem, incomodem. que precisamos ouvir o outro, prestar aten\u00e7\u00e3o ao que est\u00e3o pedindo. (e sempre que poss\u00edvel, respeitamos a vontade dele. acho que isso ajuda muito neste processo)<\/p>\n<p>em cada pequeno exemplo destes, o que estou ensinando \u00e9 como colaborar conosco pra que nossa vida juntos seja mais legal, mais tranquila, e at\u00e9 poss\u00edvel \u00e0s vezes. quero que fique claro que ele \u00e9 MAIS UM na nossa comunidade, e n\u00e3o o centro dela. ele precisa colaborar conosco, com as coisas que n\u00f3s tamb\u00e9m precisamos ou queremos fazer, como por exemplo dormir um pouco mais no fim de semana. eu quero dormir, ele quer ver desenho &#8212; ele fica com o ipad, mas \u00e0s vezes quer que eu fique junto. e eu explico: at\u00e9 as 8h a mam\u00e3e vai dormir, e voc\u00ea pode ver o seu desenho. depois brincamos juntos, mas agora, nesta 1h, eu quero fazer outra coisa.<\/p>\n<p>a boa not\u00edcia \u00e9 que cada vez mais isso tem funcionado!<\/p>\n<p>e assim vamos, ensinando as menores coisas, aquelas todas que a gente fazia no autom\u00e1tico. e quer saber? \u00e9 bom. porque a gente aprende muito quando ensina, e aprende inclusive a mudar a si mesmo em coisas que estavam enraizadas e cheias de musgo. crian\u00e7as obrigam a gente a fazer uma faxina na mente e na alma.<\/p>\n<p>**<\/p>\n<p>quando preciso que ele fa\u00e7a alguma coisa, sempre explico o porqu\u00ea. e quando o que precisa ser feito n\u00e3o tem negocia\u00e7\u00e3o, no entanto, faz-se \u00e0 for\u00e7a. e explico sempre: &#8220;voc\u00ea podia ter colaborado, a gente n\u00e3o precisava brigar. mas isso PRECISA ser feito, ent\u00e3o vamos l\u00e1&#8221;. trocar fralda de coc\u00f4 que j\u00e1 passou do prazo, ir dormir, colocar cinto de seguran\u00e7a, sentar direito na cadeira pra n\u00e3o cair, essas coisas e muitas outras. comer n\u00e3o \u00e9 uma delas, no entanto. comer, s\u00f3 quando se tem fome (mas os hor\u00e1rios da casa s\u00e3o respeitados, nada de refei\u00e7\u00e3o fora de hora &#8212; regras da comunidade :))<\/p>\n<p>n\u00e3o gosto de falar at\u00e9 a orelha cair. explico 1, 2 e no m\u00e1ximo 3 vezes. sei que crian\u00e7as n\u00e3o absorvem tudo de uma vez, assim, p\u00e1-pum, ok. mas se n\u00e3o colaborou depois do papo, vai \u00e0 for\u00e7a mesmo, paci\u00eancia. de novo &#8212; consequ\u00eancias. ele sempre tem a op\u00e7\u00e3o de nos ajudar, de perguntar, de fazer JUNTO. se n\u00e3o colabora, a comunidade decide \ud83d\ude42<\/p>\n<p>porque \u00e9 isso &#8212; n\u00e3o quero obedi\u00eancia, deus me livre de criar um menino vaquinha de pres\u00e9pio, mas ele tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 o pr\u00edncipe herdeiro, n\u00e3o senhores. ele \u00e9 parte da nossa comunidade, essa pequenininha da nossa casa, e da comunidade maior da fam\u00edlia, amigos e escola, e cada vez o c\u00edrculo dele vai se expandir mais. a cada c\u00edrculo, ele vai ter que aprender como lidar com limites diferentes, demandas diferentes, e muito menos paci\u00eancia que a nossa. n\u00e3o farei bem algum a ele sendo condescendente, ent\u00e3o procuro ter empatia por\u00e9m sem exagero.<\/p>\n<p>crian\u00e7as s\u00e3o tiranas, todas elas. as pessoas falam &#8220;ai, meu filho tem personalidade forte, sabe?&#8221; como desculpa para falta de educa\u00e7\u00e3o. minha senhora, todas as crian\u00e7as t\u00eam personalidade forte, \u00e9 parte do desenvolvimento neural do ser humano, n\u00e3o existe crian\u00e7a bovina. se ela for bovina, algo est\u00e1 errado. cabe a n\u00f3s, como educadores, ensinar \u00e0s crian\u00e7as que h\u00e1 outras pessoas &#8212; com quereres e gostares diversos &#8212; no mundo, e que elas s\u00e3o parte do mundo, iguaizinhas \u00e0s demais pessoas.<\/p>\n<p>eu que n\u00e3o vou criar um <a href=\"http:\/\/www.huffingtonpost.com\/wait-but-why\/generation-y-unhappy_b_3930620.html\" target=\"_blank\">ser humano mala gera\u00e7\u00e3o Y<\/a>!<\/p>\n<p>**<\/p>\n<p>sim, o progresso \u00e9 lento, e \u00e0s vezes enche o saco. mas vale a pena, quando a gente v\u00ea aquele ser t\u00e3o pequeno sendo razo\u00e1vel, estando atento \u00e0s pessoas ao seu redor, e j\u00e1 negociando como fazer o que ele quer atrav\u00e9s e junto dos outros. integrado \u00e0 comunidade, pouco a pouco, e n\u00e3o um reizinho cheio de vontades ou uma crian\u00e7a pequena que obedece por puro medo.<\/p>\n<p>pra quem pergunta das coisas legais de ter um filho, essa \u00e9 uma delas &#8212; ver um ser humano decente sendo criado, do zero. fabricado, desde as c\u00e9lulas at\u00e9 o comportamento e flex\u00e3o verbal. \u00e9 absolutamente m\u00e1gico e incr\u00edvel.<\/p>\n<p>(e cansa pra caramba)<\/p>\n<p>**<\/p>\n<p>(*) C&amp;A = cago e ando. ou cagando e andando.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>desde que o otto come\u00e7ou a falar, e se comunicar bem com a gente, procuramos sempre conversar, negociar, explicar tudo o que fazemos com e para ele, o tamb\u00e9m o que ele pode e n\u00e3o pode fazer. quando conversar n\u00e3o funciona, usamos o &#8220;castigo&#8221; &#8212; fazemos um &#8220;time out&#8221;, sentamos com ele no quarto dele [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[95,151,204,153,152,150],"class_list":["post-387","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao","tag-aprendizado","tag-castigo","tag-educacao","tag-geracao-y","tag-licao","tag-obediencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/zel.com.br\/fabricando\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/387","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/zel.com.br\/fabricando\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/zel.com.br\/fabricando\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/zel.com.br\/fabricando\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/zel.com.br\/fabricando\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=387"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/zel.com.br\/fabricando\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/387\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/zel.com.br\/fabricando\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=387"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/zel.com.br\/fabricando\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=387"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/zel.com.br\/fabricando\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}