fabricando

tudo é passageiro

June 26, 2017 · Leave a Comment

[25-jun-2014]

 

Se alguém me dissesse, há exatos 18 meses, que o Otto dormiria das 20 às 7h, sem intervalo, e reclamaria pra acordar de manhã eu diria HA-HA-fucking-HA.

 

E agora parece que foi assim sempre. Preciso me lembrar de como era aquele horror de acordar de 2 em 2 horas com criança chorando.

 

#atéauvapassa

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(not so) baby steps

June 23, 2017 · Leave a Comment

[23-junho-2016]

 

Otto, como vocês devem ter percebido, é uma criança muito mental. E perfeccionista, pobrezinho, modosque se arrisca muito pouco porque odeia errar. Vai sofrer muito ainda essa criança, e faço cá a minha parte pra amenizar esse lado da personalidade dele.

 

Exatamente por isso ontem tive tanto orgulho dele se arriscar USANDO esse lado tão mental. Acampamos na noite passada, e ele foi comigo escovar os dentes. Ele acabou, eu ainda estava escovando. Estava muito escuro lá fora (a lua não não tinha nascido ainda), ele quis voltar sozinho pra barraca (que estava perto, uns 20 ou 30 passos, mas no escuro).

 

Eu: “tá muito escuro! Como você vai achar o caminho?”

 

O: “mamãe, eu tenho 2 opções: usar a lanterna — mas eu não trouxe — ou procurar a luz verde. Do lado da luz verde está nossa barraca!”

 

Eu: (que não tinha me lembrado que havia mesmo uma luz externa verde perto da barraca) “ótima ideia. Então vai lá e se precisar de ajuda me chama”

 

Acabei de escovar os dentes e fui espiar, chegando perto da barraca chamei, ele responde “tou aqui, mamãe! Cheguei na barraca!”

 

Sei que é pouco, mas ele foi sozinho e achou o jeito dele de resolver um problema e se arriscar (de forma controlada, claro, senão não seria ele :))

 

É muito incrível observar um ser humano tão diferente de mim se desenvolver. Ele faz caminhos diferentes, escolhas outras, algumas delas alienígenas pra mim.

 

Observando, aprendo todo dia.

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Diário de um OGRO

June 23, 2017 · Leave a Comment

[23-junho-2014]

(Essa é pra você, Mami Vera!)

 

Sentei pra jantar em frente à TV com o menino (#menasmain) enquanto vemos o jogo, tinha frango ensopado. Eu não gosto da pele do frango, separei em cima do jogo americano aqui da mesa compartilhada.

 

Quando eu olho, Otto tinha comido a salada dele toda, parte do arroz com feijão E TODA PELE QUE EU LARGUEI! <o>

 

Nesse momento ele tá terminando o prato dele.

 

HALP, nutri.

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carneiro

June 22, 2017 · Leave a Comment

Eu: “amor, desenha os personagens completos, ao invés de fazer esse desenho de boneco de palito! Fica mais bonito.”

 

O: “ah, fica, mas assim é mais rápido.”

 

Lua em Áries, presente.

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o sapo se mudou

June 22, 2017 · Leave a Comment

[22-junho-2015]

 

Quase explodi de fofura com o Otto cantando “as flores já não crescem mais / até o alecrim murchou …” COM COREOGRAFIA <3

 

(E descobri que agora a música tem a versão feliz, com a água voltando e tal. Deve ser orientação do PSDB nas escolas, pra continuar todo mundo na ignorança :D)

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bê-a-bá

June 22, 2017 · Leave a Comment

[22-junho-2013]

2013

 

O Otto ama letras e números, percebemos quando ele começou a falar. Como ele sabe as letras todas (maiúsculas; as minúsculas ele ainda se perde), andamos na rua e quando tem outdoor escrito ele soletra, ou comenta sobre alguma letra.

 

Semana passada, no caminho da escola, ele me fala “olha, mamãe, um F de papai!”. E eu, no automático, “não, Otto, é o F de faca. O P é de papai”. Ele muito seguro insistiu no F de papai até eu me lembrar que o papai no caso é o Fernando!

 

Toma, mamãe 😀

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maternidade não tão real

June 21, 2017 · Leave a Comment

Bem interessante esse artigo — ainda me lembro de comentários no meu blog quando eu contava que me sentia aliviada de poder voltar a trabalhar; que me sentia cansada de estar com meu filho por muito tempo; que não curtia bebês (essa é praticamente heresia).

 

Porque, repare: a mulherada faz gracinha sobre como é puxado ser mãe, urru, “a vida como ela é”, mas é raro alguma admitir que não curte a função e que tem vontade de sumir, sair correndo. Mesmo que não seja (como é meu caso) uma coisa que eu odeie em sim, eu só acho chato quando fico muito tempo na função. Amo essa criatura mais que tudo na vida, mas tem muitas horas que tou cansada e de saco cheio e só queria era deitar no sofá e comer Doritos (ao invés de dar banho e ler história).

 

E olha que amo dar banho e ler histórias.

 

Não tem nada de errado em gostar de dividir a função, de querer tempo pra não fazer nada e achar chato pra caramba brincar de pega-pega. As pessoas são diferentes e MULHER NÃO NASCE PRA SER MÃE NEM CUIDADORA.

 

A gente aprende e se adapta à necessidade, do nosso jeito. Se eu soubesse disso quando pensei em ter filho teria sofrido muito menos antes e durante.

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o começo dos “porquês”

June 19, 2017 · Leave a Comment

[19-junho-2014]

 

Sábado aconteceu um episódio bem interessante com o Otto, que provavelmente só nós (os pais) vamos apreender completamente, mas acho que vale compartilhar 🙂

 

Eu estava almoçando com ele, e no final da refeição ofereci uma fruta. Ele disse que queria um sorvete. Expliquei que amanhã, Domingo, a gente almoçaria fora e poderíamos tomar sorvete, que hoje tinha fruta.

 

Ele ficou olhando pra mim bem sério, pensando (incrível como dá pra “ver” o cerebrinho funcionando), depois de alguns segundos perguntou olhando bem no meu olho:

 

“Por quê?”

 

Ele não pergunta muito os porquês, até agora. Pergunta muito mais “como”. E ele não é um menino falante, ele é bem econômico nas conversas (quando não se recusa totalmente a conversar, e pede “parem de falar!”). O silêncio é bem freqüente, ele gosta de ficar concentrado fazendo coisas ou simplesmente pensando.

 

O “por quê?” dele foi cheio de significado pra mim, porque ele realmente pensou e ponderou antes de perguntar, bem analítico, como sempre.

 

Expliquei que sorvete era uma comida especial, que a gente comia de vez em quando, e por isso amanhã, que era um dia de comer fora, diferente, poderíamos comer.

 

Ele então respondeu “tá bom!” e comeu a fruta.

**

Tenha filhos, e aprenda a amar o seu oposto. <3

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wonder woman, o filme

June 19, 2017 · Leave a Comment

Fomos ver MM com o Otto (ele gosta muito dela), e embora tenha ficado entediado nos momentos de composição da história (diálogos que ele provavelmente não acompanha totalmente), foi IMPAGÁVEL a carinha dele quando começou a tocar a música tema pela 1a vez, quando ela entra feito o Hulk no prédio pra destruir os “homens maus” ❤❤❤

 

Ele vibrou com as lutas, torceu por ela e comemorou alto no final. Foi lindo.

 

Levem seus meninos pra ver Mulher Maravilha, por favor. É super importante eles verem que há mulheres heroínas, e muito do bem <3

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sobre maternidade e privacidade: um privilégio perdido

June 19, 2017 · Leave a Comment

Foi UMA AMIGA que contou, tá? Tou só recontando 😀

 

**

 

Num passeio no shopping, a criança de 6 anos precisava ir ao banheiro, e a mamãe também. Foram juntos, a criança fez xixi e a mamãe precisava fazer tudo que tinha direito. Fez. A criança ficou ali junto, tudo rapidinho e tranquilo enquanto conversavam, mas quando a mãe levanta pra dar descarga…

 

C: “nossa, mamãe, mas foi BASTANTE né?”

 

M: 😬 “você acha? Achei normal”

 

(Já começa a dar descarga rápido pra sair correndo. Havia fila pra ir ao banheiro, uma audiência razoável para a conversa)

 

C: “é muito sim, e acho que não vai dar certo isso não…”

 

M: “como assim?!”

 

(Não tava mesmo dando certo. Ou seja, a descarga estava meio fraca, e a mãe começou a ficar nervosa)

 

C: “ih, viu? Não deu certo.”

 

M: (desesperadamente tentando de novo a descarga) “vai dar certo sim! Peraí!”

 

C: (falando mais alto, embora já não estivesse exatamente falando baixo antes) “AGORA VAI DAR CERTO!!!”

 

M: (pensando em alternativas para sair do banheiro por alguma passagem secreta evitando as testemunhas do lado de fora) “pssss, não precisa falar alto… URRUUUUUU DEU CERTO! FALEI?!”

 

(Cof-cof)

 

Saíram, ficaram mais 10 minutos tentando fazer funcionar as malditas torneiras que abrem com sensor mas que não sentem nada e não abrem, até que uma moça salvadora conseguiu, lavaram as mãos, não secaram porque o papel tinha acabado, e fim.

 

**

 

Minha amiga comentou que considera seriamente deixar o pai levar a criança ao banheiro nas próximas ocasiões.

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