fabricando

cama compartilhada x “cry it out”?

June 9, 2017 · Leave a Comment

Cada família sabe o que funciona pra si, mas pensando do ponto de vista evolutivo não faz NENHUM sentido bebês dormirem longe dos pais. O único motivo que enxergo é: porque eu quero. E é um bom motivo.

 

Essa vontade toda de justificar a separação pais/bebê e dar um jeito dos bebês dormirem a noite toda ASAP me parece relacionada a uma grande culpa. Ninguém quer admitir que cuidar de bebês é MUITO FODA, cansa e a gente quer sair correndo pelado gritando e colocando fogo no mundo.

 

Me arrependo horrores de ter colocado o Otto em outro quarto com 4-5 meses, foi um desastre: ele começou a dentição super cedo e não dormia direito, passávamos a noite acordando e levantando, até que a dentição da criança acabou lá pros quase 2 anos e melhorou (não 100%. Ele acorda até hoje!). Me sentia a pior mãe do mundo por odiar essa rotina. Quando decidi colocar ele pra dormir conosco, melhorou tudo, porque ele acordava mas não chorava. E eu DORMIA.

 

Aí estamos numa época que pais e filhos dormirem juntos é errado. Ainda não entendo o porquê. Que obsessão é essa com a “privacidade do casal”? Sexo se faz em qualquer lugar, estão aí nossos antepassados, que dormiam todos empilhados e juntos, pra provar.

 

Quem dorme pior com a criança junto precisa mesmo achar uma alternativa, claro. Não dá pra ficar dormindo mal se há opção melhor. Dormir mal mata a pessoa.

 

Enfim: quer botar seus filhos pra dormir longe, manda bala, temos muitos cômodos hoje em dia nas casas de rico, não tem problema. Mas não precisa tentar achar justificativa pra fazer isso e dizer que os outros tão errados. É PORQUE SIM. E tá tudo certo.

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embaralhado

June 6, 2017 · Leave a Comment

6-jun-2014

Ontem o Otto pediu de novo pra ler Morris Lessmore e eu quase pulo de alegria (amo de todo coração)! Leio sempre emocionada. E não deixo de inserir as musiquinhas do filme e da app no meio da história, que ele gosta (e eu também).

A versão de hoje, no entanto, foi um pouco diferente. Enquanto o Fernando lia, ele entrava no meio das frases inserindo as palavras mais compridas, o que tornou a leitura muito engraçada:

F: “… sua vida era um livro escrito por ele mesmo, uma página …”
Otto: “… organizada depois da outra!”

F: “Mas toda história tem suas…”
Otto: “… Revi-ra-voltas!”

F: “Até que tudo que Morris sabia e conhecia — inclusive as palavras de seu livro — ficou …”
Otto: “… embaralhado!”

**

E assim foi, e quando chegou na parte em que Morris é apresentado ao 1o livro voador, que costumamos fazer o “diálogo” da música (vejam o vídeo, que é lindíssimo), ele, impaciente, informa:

“Nada de ta-nã, ta-nã, ta-nã!”, e vira a página.

Tem como não amar?

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som

June 6, 2017 · Leave a Comment

[6-jun-2016]

Estávamos Otto e eu brincando com um cone de trânsito (temos) e um balde maleável de plástico, fazendo sons dentro deles e rindo das distorções, experimentando abafar, falar alto, baixo, etc. com o balde na cabeça, o som reverbera muito, é bem divertido.

Ele achou o máximo (eu também. Adoro!) e observou:

“O som é uma pressão, mamãe!”

Achei tão boa essa leitura <3

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demame, há 6 anos

June 6, 2017 · Leave a Comment

Lembro dessa foto como se fosse hoje <3 Foi minha primeira viagem internacional depois do Otto nascer. Ele estava com 9 meses, e ainda mamava no peito (mas já comia tudo). Fiquei super dividida pra ir -- eu amava amamentar, e tinha conseguido manter a amamentação trabalhando o dia todo, por 3 meses. Eu tirava leite todo dia no trabalho, mas senti que a quantidade começou a diminuir, e ele começou a se interessar menos pelo peito. Decidi ir, mesmo sofrendo um pouco. Na semana anterior à viagem ele começou a CUSPIR o peito quando eu dava. Lembro tanto da carinha dele! <3 Aí fiquei um misto de tristeza e alívio, porque afinal eu ia ficar quase 10 dias fora e ia mesmo desmamar. Ele me desmamou primeiro, meu pequeno. No meio da viagem o Fernando me manda essa foto, tipo "fica tranquila que ele tá comendo de boa", com ele mordendo UM BIFE! :D Fiquei mais tranquila mas lembro com saudade de como era lindo dar de mamar pra esse serzinho. (E coincidentemente hoje aqui estou, longe do ogro, que agora me manda vídeo com beijo)

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saudade

June 4, 2017 · Leave a Comment

[algum dia há uns 3 anos…]

Fernando hoje brincando com o Otto de “expressões faciais” — “como é cara de feliz? E triste? E bravo?” e ele ia fazendo.

“E como é cara de *saudade da mamae*?” (Ele respondeu assim)

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acidente

June 4, 2017 · Leave a Comment

[3-jun-2013]

Update do menino, aos que foram fofos e acompanharam a saga: raio-X no especialista feito, tudo perfeito! \o/

E de quebra voltamos na ped dele, pra ver o ouvido (ele teve otite depois da gripe), tudo perfeito.

E ele, apesar de estar na fase chata do contra, foi um lorde em todas as consultas, colaborou e não deu trabalho algum.

Voltamos à programação normal, rumo à destruição do sofá vermelho no processo interminável do desfralde.

Muito obrigada pelas dicas e solidariedade — a empatia de vocês me fez sentir bem melhor e menos culpada. <3

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NHAC

June 4, 2017 · Leave a Comment

[4-junho-2016]

Fiz yakisoba pro almoço, Otto senta na mesa, olha e:

O: “mamãe, sabe o que eu queria comer? Aquele macarrão NHAC!”

Eu/Fer: “oi? Como é esse macarrão?”

O: “aquele de bolinha!”

(Nhoque! Hahhahahaha)

Ainda bem que a vó Vera deixou um monte aqui congelado 😀

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mímico

June 4, 2017 · Leave a Comment

[4-jun-2014]

Morri de fofura extrema: Otto nos chamou pra brincar de adivinhar qual é o bicho fazendo mímica! <3 <3 <3 (Pense num menininho deste tamanhinho imitando elefante, cachorro e macaco!)

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saudade

May 31, 2017 · Leave a Comment

Otto chorou domingo porque lembrou que a bisa deu pra ele um fogão e forno (há 3 anos!!!), que já não temos mais. Eu dei, porque ele não brincava, e é mesmo pra criança menor.

Eu: “Otto, você tá com saudade do brinquedo, é normal porque você se lembrou dele. Saudade é isso — lembrar de coisas que a gente gosta, e sentir falta delas. Vai passar.”

Otto: “eu ODEIO sentir saudade! Não é legal!”

É, não é mesmo não. A única coisa positiva é pensar que se foi feliz lá naquela ocasião, e isso é motivo pra ser grato. Mas BOM, BOM, não é não 😪

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divertidamente

May 29, 2017 · Leave a Comment

Com muita negociação no meio, conseguimos assistir Divertida Mente com Otto até o fim.

Ele tem dificuldade com situações tensas, quer desistir, fica achando que vai dar tudo errado… é um processo convencê-lo de que as coisas dão certo, no final. Tentou parar de assistir 3 vezes, até que cedeu (sob ameaças de não ver mais filme nenhum).

Foi interessante observar as coisas que chamaram a atenção dele: ficou chateadíssimo com a ideia das memórias se perderem (“mas eu quero lembrar de TUDO!”); não se conformou com a alegria e tristeza se separarem (“não pode deixar a tristeza pra trás!”); ficou muito preocupado com as ilhas desmoronando; não gostou nada do amigo imaginário ser esquecido.

Fomos tentando explicar as coisas conforme o filme progredia, e vendo de novo amei ainda mais a história. Que ideia mais linda do mundo pra explicar a importância da tristeza e como as memórias são mesmo uma mescla de sentimentos, um às vezes levando aos outros.

Choreeeeei tudo de novo, quando a tristeza tomou conta. Não porque é triste mas porque é belíssimo permitir-se sentir tudo que existe pra sentir, e eu sou a Alegria, aloka que não pára pra respirar e nem dá espaço para que a tristeza (raiva, medo…) existam.

(E o preço que isso tem? Tão alto!)

Foi, de novo, um aprendizado.

**

Pra mim, né:

Eu: “Otto, e aí, gostou do filme?”

O: “Odiei. Horrível.”

Ai, ai.

(Mas depois admitiu que gostou da Alegria)

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